Os instrumentos
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Com o porquê claro e o fundamento assentado, chegam as ferramentas — e agora elas são fáceis de escolher, porque já temos o critério. Um instrumento se escolhe pelo que serve: a sua atenção, a permanência, a privacidade, a posse. Não se acumulam aparelhos; escolhem-se poucos, duráveis, seus, que sirvam aos princípios. O resto é ruído de vitrine.
Do corpo à alma
Os instrumentos têm uma hierarquia, e ela importa:
- Hardware — o corpo da máquina, o que dura uma década se for bem escolhido e reparável.
- Sistema — a alma da máquina: quem de fato governa o aparelho e a sua liberdade dentro dele.
- Aplicativos e serviços — os atos do dia a dia, onde a atenção é ganha ou perdida.
Escolha de dentro para fora: primeiro o que sustenta, depois o que governa, por fim o que se usa. Um aparelho excelente com um sistema que te vigia é uma boa casa com um senhorio espião.
O critério, em uma frase
Um bom instrumento é aquele que você possui, pode consertar, consegue entender, e que serve à sua atenção e dignidade em vez de colhê-las. Tudo neste movimento é a aplicação desse critério, peça por peça.
O caminho
Três sub-seções: Hardware (durar, reparar, possuir — o computador e o celular), Sistema (Linux, GrapheneOS, software livre) e Aplicativos e serviços (apps, e-mail, busca, mapas). Comece pelo corpo.