Mapas
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O mapa é o dado mais sensível que você produz — onde você está, esteve, mora, trabalha, reza e dorme. O Google Maps guarda o seu histórico de localização por padrão, e os seus passos viram perfil e ativo à venda (O grátis que custa caro). A localização é o topo do seu modelo de ameaça (Modelo de ameaça): dela quase tudo o mais se deduz. Mas o mapa não precisa ser um serviço de vigilância — há mapas que não te observam e ainda funcionam sem sinal.
O diário dos seus passos
Carregado o dia inteiro, o celular registra cada deslocamento. Onde você vai, com que frequência, a que horas, e quem você visita — é a narrativa mestra da sua vida, contada sem você perceber. É o dado do qual se inferem religião, saúde, trabalho e afetos.
Um bem comum que não te vigia
O OpenStreetMap é um bem comum, como o software livre (Software livre): um mapa do mundo feito por uma comunidade, não por uma empresa. E o mapa offline não te observa nem depende de sinal — privacidade e resiliência na mesma escolha (antifrágil).
O que fazer
- Use aplicativos baseados no OpenStreetMap: Organic Maps ou OsmAnd — livres, sem rastreio, e funcionam offline.
- Baixe os mapas para uso offline: privacidade e resiliência (anda sem sinal).
- Negue localização em segundo plano e localização precisa a quem não precisa de verdade (Celular, Aplicativos).
- Desligue o histórico de localização; não deixe nenhum serviço manter um diário dos seus passos.
- Reserve a localização precisa para quando você escolher, não como estado padrão.
Para aprofundar
- OpenStreetMap (openstreetmap.org): o mapa-múndi feito como bem comum.
- Organic Maps e OsmAnd: mapas livres e offline baseados no OpenStreetMap.