Vamos fazer algo juntos!
Na busca por querer fazer exatamente aquilo que queremos fazer, com liberdade para ser, podemos nos surpreender com as circuntâncias da vida e fazer bons projetos.
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Comunicar é o ato mais íntimo da rede: você confia a um canal aquilo que só era seu. A pergunta certa não é “esta mensagem está criptografada?”, mas “quem, além de nós dois, pode ler ou saber que ela existe?”. A resposta boa é: ninguém. Isso se chama cifragem ponta a ponta (Segurança e criptografia) — só quem fala e quem ouve têm a chave, nem o servidor no meio. Faça dela o padrão, não a exceção; e lembre que o que você diz é uma coisa, e o rastro de com quem e quando você fala é outra, muitas vezes mais reveladora.
Duas camadas, e a segunda quase sempre é esquecida. O conteúdo é o texto da mensagem; a cifragem ponta a ponta o protege. Os metadados são o resto — quem falou com quem, quando, com que frequência, de onde — e revelam a forma da sua vida mesmo sem uma palavra lida. O SMS e a ligação comum não protegem nem um nem outro: são o cartão-postal do E-mail em tempo real. E muitos aplicativos populares cifram o conteúdo, mas guardam e monetizam os metadados. A privacidade da conversa depende das duas camadas.
Um bom mensageiro cifra o conteúdo ponta a ponta por padrão, coleta o mínimo de metadados e não te obriga a entregar a sua identidade só para começar. O número de telefone é um identificador que liga tudo a você (Vigilância e identidade); prefira, quando possível, o que não o exige. E não confunda privacidade com anonimato (Privacidade e anonimato): falar em sigilo com quem já te conhece é privacidade; romper o vínculo entre a mensagem e a sua pessoa é anonimato, disciplina bem mais estrita.
Para aprofundar
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