Aplicativos
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Cada aplicativo é um inquilino no seu aparelho, com chaves e interesses próprios. A maioria é extração de atenção e de dados embrulhada em utilidade. Por isso o padrão deveria ser a subtração: o melhor aplicativo é, muitas vezes, nenhum. Antes de instalar, pergunte se o site não resolve — ele enxerga menos de você. Prefira aplicativos livres, negue permissões por padrão, e mantenha poucas portas. Menos aplicativos, menos vigilância, menos interrupção.
O aparelho lotado de inquilinos
Todo serviço quer o seu aplicativo, porque o aplicativo pede mais do que o site: contatos, localização, notificações, acesso em segundo plano. E é desenhado para capturar a sua atenção (notificações, laços de engajamento — A atenção) e colher dados. O celular se enche de inquilinos que te vigiam e te interrompem.
Uma porta a menos
Um aplicativo é um inquilino com chaves da sua casa; o site não precisa de chaves. Logo, a ordem certa é negativa: prefira nenhum aplicativo, depois o site, depois um aplicativo livre, e só por último um proprietário — e, ainda assim, na coleira (permissões negadas por padrão, Celular). Menos aplicativos é menos superfície (Modelo de ameaça), menos vigilância e menos interrupção.
O que fazer
- Prefira o site ao aplicativo quando ele resolve — vê menos de você.
- Prefira aplicativos livres (Software livre); no Android, o F-Droid é a loja de software livre; fora dela, a loja vetada do sistema.
- Negue permissões por padrão; conceda só o que a tarefa exige, e revogue depois.
- Mate as notificações — elas são o imposto sobre a atenção (A atenção); guarde só as poucas que importam.
- Faça faxina: desinstale o que não usa. Cada aplicativo removido é uma porta fechada.
- O melhor aplicativo, muitas vezes, é nenhum.
Para aprofundar
- F-Droid (f-droid.org): loja de aplicativos de software livre para Android.
- Privacy Guides (privacyguides.org): aplicativos recomendados e gestão de permissões.