Pier Giorgio Frassati
Pier Giorgio Frassati
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Fechamos a galeria com um jovem que desmonta o pior clichê sobre os santos — o de que seriam tristes, murchos e velhos por dentro. Beato Pier Giorgio Frassati (1901–1925), italiano, morreu aos 24 anos, e a sua vida foi uma explosão de alegria, amizade e vigor.
Alto astral e montanha
Filho de família rica e influente de Turim, Pier Giorgio era tudo menos um beato de estampa: adorava escalar montanhas, praticava esportes, fumava cachimbo, pregava peças nos amigos, apaixonou-se. Vivia intensamente e ria muito. Ao mesmo tempo — e quase ninguém sabia — dava sistematicamente o próprio dinheiro, os próprios sapatos, o próprio tempo aos pobres de Turim, subindo escadas de cortiços que sua família nem imaginava. Rezava, comungava todo dia e militava pela justiça. Uma vida inteira escondida sob o sorriso de um rapaz comum.
Verso l’alto
A extensão da sua caridade só apareceu no funeral: para espanto da família, as ruas se encheram de pobres da cidade, que vinham chorar o amigo secreto. Seu lema, rabiscado numa foto em que escalava, virou legado: “Verso l’alto” — para o alto. João Paulo II o chamou “o homem das oito bem-aventuranças”. Frassati é a prova de que a santidade não é o oposto da juventude, da força ou da alegria — é o que as leva ao seu ponto mais alto. Beatificado em 1990.
O que fazer
- Desfaça o clichê em você mesmo: se acha que seguir a Deus é ficar sem graça, olhe para Frassati. A alegria de verdade não é inimiga da santidade; é fruto dela.
- Faça uma caridade escondida, que ninguém saiba — como ele. E leve a vida para o alto: verso l’alto, não para baixo, rumo ao chão do mínimo.
Para aprofundar
- As cartas de Pier Giorgio Frassati e o seu lema, Verso l’alto.