Fulton Sheen
Fulton Sheen
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Se Kolbe é o santo da imprensa, o Venerável Fulton Sheen (1895–1979) é o do rádio e da televisão. Bispo norte-americano, foi o maior comunicador católico do século XX — e o elo perfeito, no nosso fio, entre a página impressa de Kolbe e a internet de Acutis.
A atenção conquistada para o bem
Sheen entendeu a atenção como pouquíssimos entenderam. No rádio, apresentou por vinte anos The Catholic Hour. Na televisão, seu programa Life Is Worth Living, nos anos 1950, ia ao ar em horário nobre concorrendo com os maiores nomes do entretenimento — e ganhava: chegou a cerca de 30 milhões de espectadores, e lhe rendeu um Emmy. Um bispo de batina, com um quadro-negro e nenhum efeito especial, prendendo a atenção de um país inteiro numa era de televisão comercial. Ele fez com a TV o que Acutis faria com a internet: mostrou que o meio construído para vender e distrair pode ser conquistado por quem sabe usá-lo a serviço da verdade.
Uma nota de honestidade
Ao contrário dos outros desta seção, Sheen ainda não é oficialmente santo — coerência com a sinceridade que esta trilha pede. Ele é Venerável, e será beatificado em 24 de setembro de 2026. Registramos o fato como ele é, sem antecipar títulos: um homem cuja causa a Igreja reconhece e caminha, e que já tem muito a ensinar a quem vive imerso em telas.
O que fazer
- Sheen desmente a ideia de que “tela é sempre perdição”. A pergunta que ele faz a você não é se usa os meios, mas a serviço de quê. Responda com honestidade.
- Procure uma palestra dele (muitas sobrevivem em vídeo): repare como ele usa a atenção sem a insultar — o oposto exato do feed.
Para aprofundar
- Fulton Sheen, Vida de Cristo; e o programa Life Is Worth Living.