A comunhão dos santos
A comunhão dos santos
⏱ 3 min de leitura
Já dissemos, lá no Credo, que a morte não rompe a família cristã. Vale voltar a isso agora, no fim, porque é uma das forças mais concretas para não desistir: você não caminha sozinho, e nem só entre os vivos.
Uma família em três estados
A fé chama isso de comunhão dos santos (CIC 946), e desenha uma família em três estados, unida por um só amor. Há a Igreja peregrina — nós, os que ainda caminham na Terra. Há a Igreja purificada — as almas do purgatório, a caminho do Céu, por quem podemos rezar. E há a Igreja triunfante — os santos que já chegaram e veem a Deus face a face. Os três não estão separados por um muro; comunicam-se. É uma só casa, e a morte é apenas uma porta dentro dela, não o seu fim.
O que isso muda na caminhada
Muda tudo, quando o cansaço bate. Aqueles santos da seção anterior não são figuras de um álbum morto: são parentes vivos que rezam por você agora, e a quem você pode pedir ajuda como se pede a um amigo mais próximo de Deus. A carta aos Hebreus fala de uma “nuvem de testemunhas” que nos cerca — uma arquibancada de gente que já correu a mesma prova e chegou. Você não é o primeiro a se sentir sozinho no meio do caminho, e não está, de fato, sozinho. Há uma multidão do seu lado, deste e do outro lado do véu.
O que fazer
- Adote um santo como companheiro de caminhada e peça a ajuda dele todo dia, pelo nome. A comunhão dos santos não é doutrina abstrata; é uma amizade que se exerce.
- Reze pelos seus mortos. É um dos gestos mais concretos dessa comunhão — e quem ama de verdade não acha que o amor para no túmulo.
Para aprofundar
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 946—962 — a comunhão dos santos (vatican.va)