Os homens inteiros
Os homens inteiros
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Percorremos as peças da formação humana — o caráter, as virtudes, a mente, o coração, a graça que a tudo eleva. Mas peças descritas uma a uma correm o risco de parecer um manual de montagem sem a coisa montada. Falta ver o homem inteiro, de carne e osso, em quem tudo isto se juntou numa vida. É o que esta última seção oferece: três testemunhas de humanidade plena — homens em quem a inteligência, a virtude, a cultura, o humor e a santidade não brigaram, mas se fundiram numa só figura harmoniosa.
O que estas testemunhas têm em comum é que foram inteiras. Não santos que tiveram de deixar de ser plenamente humanos para agradar a Deus; nem homens brilhantes que sacrificaram a alma ao talento. Foram as duas coisas ao mesmo tempo, e por isso provam, com a própria vida, a tese desta trilha: que a graça aperfeiçoa a natureza, e que o homem mais santo é também o mais plenamente humano. Um foi um estadista e pai de família cheio de humor que morreu por fidelidade à consciência. Outro foi uma das maiores inteligências do seu século, coroada pela santidade. O terceiro foi um apóstolo da alegria e do espanto, gordo de corpo e de gratidão. Nenhum deles é um santo pálido; todos são homens a transbordar de vida.
- 5.1 · São Tomás More — o homem inteiro: sábio, estadista, pai, mártir, e sempre com humor.
- 5.2 · São John Henry Newman — a inteligência formada e coroada pela santidade.
- 5.3 · G.K. Chesterton — o espanto, a gratidão e a alegria como marcas do homem pleno.
- 5.4 · Tornar-se plenamente humano — a síntese, e o convite final.
Comece pelo homem que foi tudo ao mesmo tempo sem trair nada: São Tomás More.
Para aprofundar
- Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes, § 22 — Cristo, a medida do homem plenamente humano (vatican.va)